
A coisa está ficando pior. O mundo está se tornando um lugar muito esquisito...insuportável quase.
Revolta? Stress? Depressão? Ódio no coração?
Não, apenas constatação. Isso, por mais que incomode, é real.
Tenho amor suficiente no coração para desprezar qualquer afirmação de sou insensível ou perdi o bom senso. Só um Alzheimer me tira isso...
Sim, sofro a dor alheia, choro junto, ofereço suporte, me envolvo. Passional sim, sem o menor pudor em assumir essa condição que pra mim é humana.
O difícil é tolerar a falta de amor, o egoísmo, os interesses sórdidos. Não estou falando só de dinheiro, sexo, ou status, estou falando da necessidade mesquinha do ser humano em querer aparecer mais que o outro, de querer ganhar mais que o outro, de brincar de guerrilha o tempo todo, de querer ser amado mais do que amar.
Freqüentemente sou considerado por muitos, e às vezes por mim mesmo, um babaca. Sim, um otário. Dou muito mole, erro pra cacete, faço merda adoidado, mas só sei esse caminho. Não sei fazer tudo certo. Tenho dúvidas, medos, anseios equivocados como qualquer outro, mas não admito distorção na intenção.
Por mais que a cagada seja monstro, acerto sempre na intenção. Falo isso com ostentação!
Sempre tem um espírito de porco que diz “de boa intenção o inferno está cheio”...que frase mais infame. Quem pensa assim ou está com problemas nas sinapses (aconselho fazer teste para Alzheimer) ou tem deficiência de caráter.
A intenção norteia a ação, sempre. É quase como a lei da gravidade. Se a intenção é nobre, a alma se eleva e mesmo agindo de forma equivocada, a luz do alto nos obriga a corrigir a rota, com classe, claro. Agora quando jorramos a sujeira de nossos detritos na intenção, bicho, segura que vem porrada. Adoro dar porrada em gente escrota. Eu tenho minha dose de escrotidão e levo as minhas, por que na hora de bater eu seria piedoso?
Estou tentando desabafar sobre o desinteresse que assola as relações humanas. Nunca vi tamanha falta de sintonia. Todos querem ser procurados. Todos querem receber ligações. Todos querem ser amados. Todos querem ser chupados. Porra, onde foi parar o ditado “é dando que se recebe...”?
O curioso é que esqueceram de amar, de cuidar. Esqueceram de discar o número do telefone do amigo, esqueceram de se preocupar verdadeiramente com o outro. Esqueceram até de trocar a roupa íntima para que o outro não sinta o cheiro podre das nossas entranhas.
“Só” isso...
É um dever cívico e moral a pessoa cuidar de si. Mas será que dá pra cuidar de si mesmo durante 24 horas? Será que precisamos de tanto cuidado assim? E o outro?
Uma vez uma amiga disse uma frase muito íntegra: “o sono é um descanso de si mesmo”.
Tem gente precisando dormir. Talvez devêssemos dar um lexotan para o mundo...