sábado, 26 de janeiro de 2008

Tijolos, paredes e construções




“Vivemos numa sociedade de informação”. Esta afirmação seria uma constatação quase unânime, por isso talvez lida como “lugar comum”, se não fossem algumas questões que permeiam esta conclusão (e contexto), e que nos permite pensar esta frase sob um outro olhar mais crítico. Viver sob a necessidade de se informar não implica em saber lidar com o conhecimento.


Será, que vivemos numa sociedade que preza realmente pelo conhecimento? Não teríamos chegado a um ponto, pensando em cultura de massa, de sermos simplesmente indiferentes à criticidade? Mesmo os mais críticos, teriam condições de pensar a sua própria realidade ou simplesmente aceitam passivamente teorias e leituras de determinados autores ou formadores de opinião?

Diante de tantos desafios que a vida moderna nos impõe, pensar a questão da gestão do conhecimento se torna não só pertinente, mas necessária.

Pensar a gestão do conhecimento usando como analogia o processo de construção de um prédio, por exemplo, pode nos ilustrar como os elementos se interagem e formam uma obra. Seguindo esta figura de linguagem, os dados seriam os tijolos, que agrupados formam blocos, que precisam de cimento (informação). Neste ponto, a capacidade de relacionar é sine qua non para a “liga” funcionar.

Muros são construídos, e através deles, somos capazes de enquadrarmos fatos. A interpretação de uma situação é fortemente condicionada aos muros que construímos. Saber como essas paredes estão sendo construídas, e principalmente para onde elas nos permite deslocamento, é imperativo para aqueles que prezam pelo bom senso.

A obra, o conjunto de uma vida, deve ser vista como um processo constante de construção e desconstrução. Desta forma, nos tornamos mais livres para as trocas, tão importante neste processo.